12 de Março de 2012

A Luz das Palavras

Queria dizer-te muitas coisas…
Talvez poucas, mas fortes e sentidas. Talvez até nem precise de te dizer nada.

Afinal para que serve a sintonia, a telepatia do olhar?

Mas a verdade é que me escondo entre as palavras que te digo e as que guardo para mim. Injustamente.

Há muitos tempo, mais do que gostaria de admitir, aprendi que o silêncio pode ser muito mau, cruel mesmo. Mas aprendi também que as palavras podem igualmente ser como adagas afiadas. Primeiro, finamente, despojam-nos da casca que nos protege. Depois penetram bem fundo dentro de nós esventram-nos o miolo e sangram-nos a alma. É como aparar uma grande laranja da qual se extraem os gomos, um a um, para depois trincar e sorver o sumo.

Há ainda e sempre o perigo, constante, das palavras se virarem contra nós. Elas são traiçoeiras. Dizem apenas o que querem dizer e, muitas vezes, não o que querem realmente dizer.

Talvez por isso dou, sempre que posso e me deixam, primazia aos actos, às sensações e aos gestos.

É que os actos, as sensações e os gestos podem iludir, confundir e até enganar, mas não mentem.

Etiquetas:


28 de Junho de 2010

Just a Flash of Light... afinal a luz não está morta.
Veremos o quanto brilhará.


15 de Julho de 2009

O sentido da vida

Bolas!!! Quase 5 anos. Já passaram quase 5 anos.

Mal podia acreditar.

Envelhecera sem dar conta, entretido em enredos mesquinhos de muitas vidas sem sentido, ou cujo sentido não faz sentido sem tirar o sentido à vida dos outros pelo simples prazer de as ver sem sentido, ou para aplacar o vazio da falta de sentido das suas próprias vidas.

Isto faz algum sentido?

Pedro jurará, um dia, que a sua vida não seria assim, sem sentido, mas agora percebia como tinha caído na armadilha.

Fora apanhado!

- And now? - Pensou em inglês. Por vezes era mais fácil, mais directo pensar em inglês, sem os floreado típicos dos latinos.

Now... é procurar um sentido, havia que quebrar o ciclo vicioso de sentir que não há sentido.

Pensou nos belos olhos castanhos, num rosto delicado, na provocação singela do seu sorriso, na forma meiga como lhe acariciava as mãos, o rosto, o pescoço, hummm...

Afinal sempre havia um sentido... ou dois, porque a sós a vida perde todo o sentido.


18 de Maio de 2009

Mar do Amor

Passamos a vida a carregar com as mais diversas futilidades. Malas cheias de nada que não nos dão felicidade, prazer ou alegria. Contudo carregamo-las com uma passividade que enerva e no extremo, chega a meter nojo.

Mas há sempre um dia, um dia em que despejamos o vazio que carregamos em todas essas malas e abraçamos um corpo repleto de felicidade, alegria, muito Amor e uma imensa ilusão.

Nesse dia saltamos a bordo do navio, ou do bote, sabendo que a mais leva agitação do mar nos irá a arrastar para o fundo, um fundo escuro e frio.

Mas que importa isso? Nada, absolutamente NADA, pois esse é o dia mais feliz de toda uma vida.

Pedro vivera intensamente esse dia, e mesmo quando a tempestade o tentou arrastar para o fundo das água cristalinas da baía, ele sorriu, e gritou bem alto:

- SOU FELIZZZ! SOU FELIZZZZ!

Na margem um olhar brilhante e intermitente desbravava um caminho nas águas agitadas da baía, uma rota que saberia o conduziria a ela...

...às ondas doces, calmas e intensas no mar do seu imenso Amor.


14 de Março de 2009

Luz Intermitente

Vou e volto,
não paro,
não descanso.

Vou e volto
volto a ir e a voltar
mas algo me faz parar
e olhar,
contemplar o mar
no teus olhos,
a brisa nos cabelos soltos
na alegria de amar.

Vou e volto,
como este farol que não cansa de rodar
e rodar e rodar
sem vacilar
sem nunca parar.

Roda pela esperança, de um dia o teu amor iluminar.


26 de Janeiro de 2009

A Promessa

"Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar"



Não sei, não quero, não vou parar de te olhar...


25 de Dezembro de 2008

Luzinha de Natal

Do cimo do farol, aquela noite parecia a mais escura do todo o ano. Não que a fosse realmente, a escuridão brotava do seu interior e enegrecia tudo ao seu redor. Até a luz cintilante e intermitente do farol se apagava ao passar por ele.

Ao longe, o oceano permanecia admiravelmente agitado. Ondas descomunais atiravam-se ao céu cristalino, tentando desesperadamente agarrar uma nesga, um brilhozinho de luz das estrelas. A própria lua, no calendário cheia, estava magra como um cabo de uma vassoura.

No meio daquela escuridão, uma luz surgiu no horizonte. Um luz que bordava a pós de estrelas a estrada do farol. Uma luz que encandeava os curvas e contracurvas do sinuoso caminho que conduzia ao farol. Nesse momento sentiu uma luz acender-se dentro si, uma luz quente e doce que queimava a solidão que o preenchia.


Após intermináveis minutos um carro estacionou em frente ao farol. Repentinamente o mar acalmou, a lua abriu os seus olhos luminosos e as estrelas desceram até à superfície do mar. Do interior da viatura saiu um anjo luminoso, que olhando para ele no cimo do farol, gritou:

- Feliz Natal Faroleiro!

Agora sim aquele seria um Natal Feliz.

Esta é minha Luzinha para todos os amigos do Farol, com votos de um feliz natal e desejos de muita alegria para o novo ano.


]]>